10.5.08

Estou de casa nova. Estou adorando!!!
Ainda tento me familiarizar com as novas ferramentas,
mas no final TUDO dará certo!
Minha casa antiga continua, afinal o que seria de nós sem
a vivência de experiências anteriores?
Para abrir a nova casa para meus amigos, vou postar
um texto feito por mim em 2006, espero que apreciem.


Travessia

A espera foi longa, foram longos dias. Intermináveis dias em busca de sonhos além-mar.
O continente inexplorado estava ali. Como alcançá-lo? Dúvidas eram uma constante.
O material da embarcação, pensado para a utilização na travessia, teria que ser o melhor, o mais duradouro, firme. Quantas tentativas vãs foram necessárias para acertar na melhor alternativa se deixar conduzir apenas.
Uma rainha foi consultada antes da travessia, ofereceu um cálice de licor, onde ervas que aromatizavam a bebida e impunham para o momento, uma força mágica, intensa.
As recordações do experiente navegante afloraram, suas quedas, conquistas de ideais, suas realizações várias.
O mundo poderia ser visto, refletido em seu olhar.
Estava tudo pronto.
Não partiria só, ao seu lado paralelamente, iria alguém que nunca vira aquela geografia única.
O medo do novo fora substituído pela segurança, nos minutos e horas que seguiram aos instantes do navegar, permeando fascínio e afã na descoberta.
Abertura dos portos, rompimento dos diques armados durante toda uma vida, aconteciam de uma forma indolor, de maneira esplêndida, precisa.
Planos, montes, curvas sinuosas, depressões, eram vistos e sentidos, com o sabor do malte que brindavam, ao vislumbre da nova terra.
O cheiro de suor da longa jornada, se fazia presente, dando ao ar marítimo um toque peculiar, próprio.
Ondas batiam, respingando na pele, fazendo escorrer as dúvidas e incertezas da jornada.
Olhares denotavam imensidão, razão de ser, existir.
Silêncio.
Palavras não caberiam no espaço ocupado por desejos concretizados, reais.
Estavam vivos finalmente.
Vívidos.

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